Colectivo de Cinema apresenta ‘A Batalha de Argel’

Este Sábado, dia 2 de Abril há Cinematiné no RDA69

– 18h > Apresentação e Filme
– 20.30h > Jantar

A Batalha de Argel

de Gillo Pontecorvo

1966, 121′

A BATALHA DE ARGEL de GILLO PONTECORVO_cartazweb

Porquê ver ou rever A Batalha de Argel hoje, nestes dias? Porquê olhar para um filme sobre uma guerra esquecida e de um outro tempo? Talvez porque A Batalha de Argel é um filme-referência de todos os movimentos revolucionários dos anos 60 até hoje: do Weatherman Underground nos Estados Unidos à R.A.F. na Alemanha, do I.R.A. na Irlanda do Norte aos Tigres Tâmiles no Sri Lanka.

Talvez porque o filme foi utilizado como elemento no processo judicial contra vinte e um membros do Black Panther Party, acusados no início dos anos 70 de cinco ataques à bomba e do assassinato de um polícia em Manhattan – sem outra prova para além do facto de terem visto o filme. (Lembra-nos o processo Tarnac em França e alguns outros pelo mundo).

Talvez ainda porque o Departamento de Defesa norte-americano organizou em 2003 no Pentágono uma projecção do filme, defendendo que o padrão da guerra no Iraque não seria o do Vietname, mas o da batalha de Argel. As Forças de Defesa Israelitas e provavelmente vários outros exércitos seguiram o exemplo e fizeram do filme documento de instrução militar.

Talvez, finalmente, porque A Batalha de Argel é de uma surpreendente actualidade tanto estética como política. Vemos então o filme hoje e discutimo-lo juntos, num mundo em que atentados bombistas ocorrem em cidades por todo o lado e onde o estado de emergência se vai instalando aqui como além.

Sinopse:

O filme é uma reconstituição da batalha de Argel e enquadra os anos de 1954 a 1957: a revolta popular argelina contra o poder colonial apoiada pela Frente de Libertação Nacional, a tentativa de tomada do poder, e a resposta do exército francês em plena guerra da Argélia. Acompanha principalmente a história de Ali LaPointe e retrata a luta pelo controlo do bairro, a Casbah de Argel, entre redes de apoio, militantes da FLN e o décimo regimento de para-quedistas do exército colonial. Filmado nas ruas de Argel e com os seus habitantes, num estilo marcadamente documental, o filme tornou-se num estudo de caso da guerra moderna.

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